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17/05/2021 14h00 - Atualizado em 22/07/2021 14h46

A construção civil, e todas suas ramificações, sempre foi um dos setores-chave para a economia brasileira. Não é de se admirar, portanto, que em face à crise vivenciada pelo país, agravada pela pandemia do coronavírus, este tenha sido um dos setores mais atingidos. No entanto, nenhum momento ruim é eterno e já é possível notar algumas tendências que apontam para a reversão desse cenário. 

O mesmo vale para o setor de locação de máquinas e equipamentos. Intrinsecamente ligado à construção civil, as locadoras sofreram um baque junto com a interrupção de obras por todo o país. Com a retomada, no entanto, espera-se que o setor seja novamente impulsionado. De fato, a expectativa é de que o mercado global de locação de máquinas e equipamentos alcance U$ 136,5 bilhões até 2027. 

Mas o que, exatamente, trará esses números? É isso que discutiremos hoje! Continue lendo e descubra 5 tendências que impactarão as locadoras de máquinas e equipamentos nos próximos meses e anos! 

1. Novo marco legal do saneamento básico 

Aprovado em julho de 2020, a Lei 14.026 estabeleceu o novo marco legal do saneamento, com o objetivo de conquistar a universilazição dos serviços de água e esgoto no Brasil até 2033. A expectativa é de que a aprovação da lei acabe viabilizando investimentos na casa dos R$ 500 bilhões a R$ 700 bilhões no saneamento em um período de 10 anos. 

Para isso, a nova lei removeu barreiras antes impostas para o investimento da iniciativa privada nos serviços de saneamento. Isso não só trará dinheiro para o setor, como aumentará o volume de oportunidades para as empresas na cadeia da construção civil, incluindo as locadoras de máquinas e equipamentos. 

Outro ponto que impulsionará o boom de obras de saneamento por todo o território brasileiro é a extinção dos chamados "contratos de programa", contratos firmados entre empresas de saneamento e muniícios sem licitação. Além da obrigatoriedade da licitação, munícios pequenos também poderão formar blocos para contratar obras e serviços de saneamento de forma unificada. 

Para o gestor na locadora de máquinas e equipamentos, vale ficar de olho nas mudanças trazidas pelo novo regulamento e nas licitações que serão abertas nos próximos anos. 

2. Redução na aquisição de máquinas e equipamentos 

Cada vez mais, empresas apostam na locação de máquinas e equipamentos como forma de reduzir seus custos internos. Isso é ainda mais verdade quando analisamos o crescimento da chamada "economia colaborativa" — um tipo de economia cujo em que bens e serviços são obtidos de forma compartilhada. 

Esse novo conceito surgiu como reflexo na mudança de mentalidade do consumidor final que, consequentemente, impactou seu comportamento dentro do espaço de trabalho. As novas gerações estão muito mais preocupadas em poder usar um bem ou serviço pelo tempo que precisarem, a um custo baixo, do que investir alto para chamar aquele bem ou serviço de seu. 

Somando à crise gerada pelo coronavírus, o movimento em direção ao aumento da locação de máquinas, transformando despesas internas de capital em despesas operacionais, foi ainda mais acelerado. O resultado foi o aumento das oportunidades para locadoras de máquinas e equipamentos, que devem estar preparadas para atender nesse novo modelo futuro. 

3. Plataformas de compartilhamento 

A economia colaborativa, citada anteriormente, não impactou somente na preferência do consumidor, mas também na forma como ele opta por adquirir o que precisa. Pense no Uber, por exemplo, que conseguiu transformar o benefício gerado por ter um carro (bem) em um serviço que atende exatamente o que o usuário precisa (ser transportado do ponto A ao ponto B) sem que ele precise gastar muito por isso. 

Da mesma forma, plataformas de locação de outros bens e serviços tem surgido em todos os setores, revolucionando nichos de mercado. No caso da locação de máquinas e equipamentos, não seria diferente. A startup mineira Tracktoor criou uma plataforma para conectar quem precisa de máquinas e equipamentos com quem tem esses itens para alugar. 

Enquanto muitos gestores em locadoras podem achar que esta mudança prejudica suas empresas, quem souber aproveitar essas novas oportunidades ficará a frente do mercado. Lembre-se de que você pode não ter controle sobre como o mercado muda, mas tem sobre o que sua empresa faz a partir dessas mudanças. 

4. Digitalização da gestão da empresa 

A transformação digital da gestão de um negócio não é mais um opcional, mas sim uma obrigação. Empresas de todos os setores, incluindo na construção civil, estão caminhando para tornar seus processos e estruturas internos mais digitais, e com isso ganhar em eficiência e produtividade. O resultado é que aquelas que não fizerem o mesmo acabarão ficando para trás. 

A digitalização foi ainda mais impulsionada pela pandemia do coronavírus. Com empresas sendo obrigadas a enviarem seus funcionários para trabalhar de casa, tecnologias como computação na nuvem viram sua adoção ser acelerada em uma velocidade sem precedentes. Além da nuvem, tecnologias de inteligência de negócios (como o Big Data) estão permitindo às organizações aumentarem a taxa de assertividade sobre as decisões que tomam. 

Esses movimentos resultam em uma organização que:  

  • Coleta dados aprimorados: a maioria das empresas está coletando montanhas de dados sobre os clientes, mas o benefício real é otimizar esses dados para análises que podem impulsionar os negócios. A transformação digital cria um sistema para reunir os dados certos e incorporá-los totalmente para a inteligência de negócios em um nível superior; 
  • Otimiza o gerenciamento de recursos: a transformação digital consolida informações e recursos em um conjunto de ferramentas para negócios. Em vez de softwares e bancos de dados dispersos, ela reúne todos os recursos da empresa em um só lugar; 
  • Obtém insights significativos: os dados podem ser a chave para revelar as percepções do cliente. Ao compreender melhor seu cliente e suas necessidades, você pode criar uma estratégia de negócios ainda mais eficaz; 
  • Consegue aumentar os lucros: as empresas que passam pela transformação digital aumentam a eficiência e a lucratividade. Segundo um estudo do SAP Center for Business Insights em conjunto com a Oxford Economics, 80% das organizações que concluíram a transformação digital relataram terem aumentado seus lucros; 
  • Aumenta a produtividade: ter as ferramentas de tecnologia certas que funcionam juntas pode agilizar o fluxo de trabalho e melhorar a produtividade. Ao automatizar muitas tarefas manuais e integrar dados em toda a organização, ele capacita os membros da equipe a trabalhar com mais eficiência. 

Enquanto as previsões para o PIB brasileiro apontam um crescimento tímido, essas tendências acima mostram um novo horizonte para empresas da construção civil e locadoras de máquinas e equipamentos, com a retomada de obras e grandes investimentos para o setor. 

E você, o que espera para o mercado nos próximos? Comente abaixo e compartilhe um pouco da sua visão conosco e com nossos demais leitores!